domingo, 2 de agosto de 2009

"Só estava zanzando por ali para ver se conseguia sentir uma espécie qualquer de despedida, porque já deixei uma porção de colégios e lugares sem ao menos saber que estava indo embora. Odeio isso. Não importa que seja uma despedida ruim ou triste, mas, quando saio de um lugar, gosto de saber que estou dando o fora. Se a gente não sabe, se sente pior ainda."

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"Depois de atravessar a estrada senti um negócio esquisito, como se eu tivesse desaparecendo. Era uma dessas tardes meio malucas, fria pra burro, sem sol nem nada, e a gente se sentia como se estivesse desaparecendo toda vez que atravessava uma estrada."

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"Até certo ponto é verdade, mas não é totalmente verdade. As pessoas estão sempre pensando que alguma coisa é totalmente verdadeira."

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"Não respondi. Só fiz me levantar, ir até a janela e ficar olhando para fora. De repente, me senti muito só. Quase tive vontade de morrer."

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"As pessoas estão sempre atrapalhando a vida da gente."

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"Dinheiro é uma droga. Acaba sempre fazendo a gente se sentir triste pra burro."

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"Sabia que isso não tinha nenhuma importância, mas fiquei triste de qualquer maneira."

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"Mas a melhor coisa do museu é que nada lá parece mudar de posição. Ninguém se mexia. A gente podia ir lá cem mil vezes, e aquele esquimó ia estar sempre acabando de pescar os dois peixes, os pássaros iam estar ainda a caminho do sul, os veados matando a sede no laguinho com suas galhadas e suas pernas finas tão bonitinhas, e a índia de peitoo de fora ainda ia estar tecendo o mesmo cobertor. Ninguém seria diferente. A única coisa diferente seríamos nós. Não que a gente tivesse envelhecido nem nada. Não era bem isso. A gente estaria diferente, só isso. Podia estar metido num sobretudo, dessa vez. Ou o outro garoto, companheiro de fila da visita anterior, não tinha vindo porque estava com caxumba e a gente teria outro companheiro. Ou então a substituta de Miss Aigletinger é que estaria levando a turma. Ou então a gente tinha ouvido o pai e a mãe da gente terem a maior briga no banheiro. Ou então a gente tinha acabado de passar, na rua, por uma poça d'água com um arco-íris de gasolina dentro dela. Quer dizer, a gente estaria diferente, de um jeito qualquer - não sei explicar direito, mas o negócio é assim mesmo."

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"- Você já se sentiu alguma vez cheia de tudo? - perguntei. - Quer dizer; você alguma vez na vida já ficou com medo de que tudo vai dar errado, a menos que você faça alguma coisa? Quer dizer, você gosta do colégio e desse negócio todo?"

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"De qualquer maneira, até achei bom eles terem inventado a bomba atômica. Se houver outra guerra, vou me sentar bem em cima da droga da bomba. E vou me apresentar como voluntários para fazer isso, juro por Deus que vou."

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"- Seja lá como for, fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares de garotinhos, e ninguém por perto - quer dizer, ninguém grande - a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê que eu tenho de fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer, o dia todo. Sei que é maluquice, mas é a única coisa eu queria fazer. Sei que é maluquice."

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"Aí, de repente, comecei a chorar. Não consegui evitar o troço. Chorei baixinho para que ninguém me ouvisse, mas chorei. (...) Mas depois que a gente começa, não consegue parar assim à toa. (...) Chorei um tempão. Pensei que ia morrer sufocado ou coisa que o valha."

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"Aí, de repente, começou a acontecer um negócio um bocado fantasmagórico. Cada vez que eu chegava ao fim de um quarteirão e descia o meio-fio, tinha a sensação de que nunca chegaria ao outro lado da rua. Pensava que ia caindo, caindo, caindo, e nunca mais ninguém ia me ver."

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"Esse é que é o problema todo. Não se pode achar nunca um lugar quieto e gostoso, porque não existe nenhum. A gente pode pensar que existe, mas, quando se chega lá e está completamente distraído, alguém entra escondido e escreve "Foda-se" bem na cara da gente. É só experimentar."

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"Puxa, depois que a gente morre, eles fazem o diabo com a genet. Tomara que quando eu morrer de verdade alguém tenha a feliz idéia de me atirar num rio ou coisa parecida. Tudo, menos me enfiar numa porcaria dum cemitério. Gente vindo todo domingo botar um ramo de flores em cima da barriga do infeliz, e toda essa baboseira. Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém."

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"Mas tinha a certeza de que estava em casa. O nosso vestíbulo cheira diferente de qualquer outro lugar. Não sei que diabo é. Não é couve-flor nem perfume - sei lá que porcaria é -, mas a gente sente logo que está em casa."

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"A gente não devia nunca ter de fazer um troço desses. No duro, é um bocado deprimente."

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"É engraçado. A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo."

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(Quem já leu identificou na hora... Um dos meus preferidos!)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Esse negócio de paixão nunca deu muito certo pra mim. Mas nada me impede de me apaixonar de novo e de novo. E o farei. Mesmo que pela mesma pessoa.
E, veja, já perdi as contas de quantas vezes já me apaixonei por você!

(Diretamente do fundo do baú, com algumas mudanças...)

domingo, 12 de julho de 2009

Me perguntaram se eu estava feliz e eu não soube responder...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Por mais doloroso que seja, prefiro que esteja ao meu falso alcance do que londe de minha vista. Meu coração esfria, quase congela quando não te tenho por perto... Ainda que de tão perto, esteja tão longe...
Viver sem você é uma tortura. Uma tortura a que me acostumei.

Erro sentimental

As suturas estouraram. Todo o sangue e dor contidos por tanto tempo fizeram explosão no meu peito.
Podia sentir a dor só de pensar em pensar em você, só de respirar sem ter seu abraço quente, sem te ter ao meu lado.
A dor se alastrou feito praga e grudou. Se acomodou sem previsão de partida, e agora vive em mim.
Cada segundo, cada momento é uma pontada aguda.
Não há cicatrizes, nunca houve... Só feridas-bombas em potencial.

domingo, 31 de maio de 2009

Pensamentos desconexos

Tem sido os dias mais difíceis. Não me sinto assim tão exausta e devastada há muito tempo. Nem os dias mais difíceis, até agora, eram assim tão, tão...
Levantar da cama e encarar um novo dia (sem você) é um fardo pesado demais pra meu corpo, que apesar de aparentemente forte, é fraco e frágil.


A falta que eu sinto de tudo que não aconteceu dói demais, abre feridas e reabre outras tantas já antigas.
Tudo o que poderia ter sido... São esses momentos construídos no meu universo imaginário que me fazem afundar cada vez mais nessa lama.
Você, para mim, é que nem areia movediça. Me engole aos poucos, me tira o ar devagar...
Enquanto eu, indefesa e imóvel, nada posso contra sua força.


Só quero viver se for ao seu lado. Só você tem a fórmula da minha felicidade. E a exibe por onde quer que vá. Seu sorriso, seu olhar, sua pele...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

How I wish...

Só queria que você me fizesse companhia e me dissesse coisas doces, mesmo que falsas...

- E aí, tudo bem?

- Ótima... Nunca estive melhor em toda a minha vida!

(Mentir é o espírito da coisa!)
É incrível como as pessoas desperdiçam as chances de serem felizes por pura bobagem...
De fato, ninguém dá valor às coisas boas e simples que têm. Nunca estão satisfeitos com nada.
Sinto profunda raiva e inveja dos "felizes"...
Raiva por não aproveitarem seus momentos, e inveja por nem tê-los!

terça-feira, 31 de março de 2009

Certo?

Não, nada certo... Nada!

domingo, 29 de março de 2009

Em ponto de implosão!

Muita coisa passando pela minha cabeça sem eu conseguir colocar pra fora.
Tô ficando louca!

quarta-feira, 25 de março de 2009

"Somedays I feel broke inside
But I won't admit
Some days I just wanna hide
Cause it's you I miss"


Eu me sinto assim, vazia.
Desde quando percebi que é só você que eu quero, que é só você que eu sempre quis.
E é tão difícil...
É tão difícil pensar no que poderia ter sido, no que eu queria que tivesse sido...
No que eu quero que seja.

É tão difícil pensar em tudo isso e ter certeza de que isso será, pra sempre, apenas pensamentos e anseios e desejos...

domingo, 22 de março de 2009

"A saudade lembra..."

Lembrando de coisas que eu preferia só esquecer...
Apagar da minha memória e deixar pra lá!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mais um ano...

"Hoje é o seu dia
Que dia mais feliz"

Fazer aniversário é gostoso mas, de certa forma, é meio contraditório.
A gente fica feliz e nostálgico...
Quando a família se reune tem sempre a hora que todos começam a lembrar dos anos passados, do que costumávamos fazer, dos amigos que costumávamos ter...
Tem a visão do futuro também, do que está por vir, das reviravoltas da vida...
E eu encaro os aniversários como um recomeço, como a hora de rever as coisas e acertar o que tá errado, mudar o que desagrada... Essas coisas que as pessoas costumam fazer na virada do ano, sabe?
Então, hora de agir!

(E feliz aniversário pra mim!)

sábado, 7 de março de 2009

Metamorfose e... amor!

"Everything I've ever could need
Only one good thing"

Eu só quero seguir com o vento, mesmo que seja o que vem do ventilador e balança os meus cabelos enquanto escrevo.
Eu só quero escorrer com a chuva, essa que está prestes a cair lá fora. Tomar um banho de chuva, quem sabe...
Ser um raio, um trovão. Iluminar e estremecer. Sabe? Trazer luz e escuridão. Ao mesmo tempo. A pergunta e a falta de resposta.
Quero ser uma música, qualquer uma, qualquer uma que te faça sorrir esse seu sorriso gostoso, lindo. Aquela que te faz querer dançar, que te preenche e te dá vontade de viver, intensa.
Ou ser qualquer outra coisa que te faça feliz, que te faça vibrar ou me amar.
Me amar desse seu jeito desconhecido, poético... Quase mágico, quase fantástico.
Não te conheço mas sei todas as suas formas, seus contornos e jeitos.
Você me olha, e quando você me olha eu tremo, mesmo sendo esse seu olhar quase inocente, quase ingênuo.
Eu seria capaz de viver nesses seu olhar cor de amêndoas. Pra sempre. Ah, eu seria!



Achados e perdidos

"É preciso força
Pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê"

Procuro por coisas que não tem nome, que ninguém mais conhece.
Procuro em lugares imaginários, aqueles que só eu conheço e, mesmo assim, sempre me perco.
Procuro nos vales mais profundos, nas mais altas montanhas...
E quanto mais procuro, menos acho, mais me perco.
E sigo atrás de mim mesma, me perdendo muito e me achando muito pouco.
(E te perdendo um pouco também!)

domingo, 1 de março de 2009

"Honey, how can I be sure?"


Eu não tenho certeza, de nada. E era tudo o que eu mais queria ter agora.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

"Sobra tanta falta..."

"A loaded gun complex
Cock it and pull it"

Essa falta constante me dói fundo.
Esse não-estar parece eterno e me dilacera.
Sinto falta de você, de mim. Daquilo que fui e, ainda mais, do que serei. O que sou não importa, não é mistério.
Tudo fica às avessas sem você aqui.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Expectativas.

"I need somebody and always
This sick strange darkness
Comes creeping on so haunting every time
And as I stared I counted
Webs from all the spiders
Catching things and eating their insides"

Sabe, eu sempre espero atitude das pessoas, sempre.
Seja um gesto, uma palavra, uma conversa, qualquer coisa.
Qualquer coisa que demonstre que elas se importam.
Mas quase sempre elas simplesmente não se importam.
Eu? Bom, eu me importo.
Mais do que deveria, mais do que parece.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

É engraçado como a gente se decepciona mesmo sabendo que aquela pessoa tem potencial e dá sinais de que pode te decepcionar assim.
Mas, às vezes, essa pessoa passa dos limites. De verdade.
De todos os que existem no momento...
E, pra mim, falsidade e "interessismo" são os piores defeitos. Mesmo quando há muitos outros. Muitos.